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Justiça interrompida

reflexões críticas sobre a condição “pós-socialista”

Nancy Fraser

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Justiça interrompida
  • autor: Nancy Fraser
  • orelha: Flávia Biroli
  • tradução: Ana Claudia Lopes e Nathalie Bressiani
  • capa: Maikon Nery
título original:
Justice interruptus: critical reflections on the “postsocialist” condition
edição:
1
selo:
Boitempo
páginas:
288
formato:
23cm x 16cm x 2cm
peso:
280 gr
ano de publicação:
2022
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557171264

Você conhece o Armas da crítica

Confira  aqui  mais informações sobre o clube do livro da Boitempo e acesse  aqui  o guia de leitura de Justiça interrompida, livro 16 do clube.

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Justiça Interrompida é uma reflexão crítica sobre o que a filósofa Nancy Fraser denomina  condição “pós-socialista”. A autora procura compreender os desafios impostos pela derrocada dos socialismos no final dos anos 1980, pelo surgimento das políticas de identidade e pela fragmentação das frentes de luta progressista. Os textos e ensaios reunidos na obra, escritos entre 1990 e 1996, iluminam a polarização política e intelectual contemporânea, o quase abandono das reivindicações por redistribuição igualitária e o aumento de mobilizações sociais por reconhecimento, esvaziadas no termo “políticas identitárias”.
 
Fraser nos oferece um quadro teórico abrangente para analisar as diferentes causas e soluções para as injustiças econômicas e culturais. Evitando posturas economicistas, que rechaçam políticas de reconhecimento como “falsa consciência”, bem como posturas culturalistas, que rechaçam políticas redistributivas como antiquadas, a autora desenvolve um modelo de crítica social que integra as duas dimensões.
 
A obra traz elementos para escaparmos do quadro de fragmentação e carência de uma visão alternativa de sociedade emancipada: “A atual ausência de uma visão utópica certamente está longe de corroborar a afirmação rasa de Francis Fukuyama de que 1989 representa o 'fim da história'. Não há qualquer razão para acreditarmos que isso vá durar. Mas essa ausência caracteriza nossa situação. Pelo menos até o momento, as lutas progressistas não estão ancoradas em nenhuma visão credível de uma alternativa à ordem atual. Como consequência, a crítica política é pressionada para que refreie suas ambições e permaneça 'de oposição'. Em certo sentido, estamos sem rumo”, escreve Fraser na introdução.
 


Trecho

“Meu objetivo mais amplo é conectar duas problemáticas políticas que estão hoje dissociadas, pois somente com a integração do reconhecimento à redistribuição podemos chegar a um quadro teórico adequado aos anseios de nossa era. Esse objetivo, contudo, é muito ambicioso para ser enfrentado aqui. No que se segue, considerarei apenas um aspecto do problema: sob quais circunstâncias uma política de reconhecimento pode reforçar uma política de redistribuição? E quando é mais provável que a enfraqueça? Quais das muitas variedades da política de identidade estão em consonância com as lutas por igualdade social? E quais tendem a prejudicar essas lutas?.”