Eu já morri

Edyr Augusto Proença

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Este livro será enviado a partir do dia 26 de agosto.
Eu já morri
  • autor: Edyr Augusto Proença
  • orelha: Ruan de Sousa Gabriel
  • capa: Uva Costriuba
edição:
1
selo:
Boitempo
páginas:
96
formato:
21cm x 14cm x 1cm
peso:
150 Gramas
ano de publicação:
2022
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557171691

Eu já morri é o oitavo livro do paraense Edyr Augusto. Em 17 histórias, o autor mais uma vez retrata com olhar ferino personagens singulares da cidade de Belém. São moradores de rua, figuras humildes, prostitutas, viciados, compondo um caleidoscópio de um submundo descrito em relatos ágeis e diretos, que prendem a atenção do leitor de forma quase magnética.
 
Edyr Augusto tem uma carreira consolidada como autor de histórias ácidas e cruas, situadas na Amazônia, mas que poderiam se passar em qualquer grande centro urbano. Ler seus livros é sofrer um tratamento de choque: a velocidade brutal aliada à barbárie potencializa ao extremo o realismo presente em cada frase seca e cortante de suas narrativas. O estilo implacável, mordaz e direto é como um soco no estômago: “Meus livros falam sempre sobre pessoas. Pessoas que são atingidas por golpes de violência, pessoas que são atingidas em seu âmago e precisam reagir”, conta o autor em vídeo para a TV Boitempo.
 
Edyr Augusto tem cinco romances publicados na França: Os éguas, em 2013, Moscow, em 2014, Casa de caba (Nid de vipères), em 2015, Pssica, em 2017, e Belhell, em 2020, este lançado simultaneamente no Brasil. Pssica teve seus direitos comprados pela 02 Filmes e sua transposição para cinema terá direção de Quico Meirelles.

 

Trecho
“Surpreso, magoado, quis abrir a Bíblia, mas o livrinho foi parar no chão. Quando se abaixou para pegar, deu com a cara nos seios de Dodora, tipo em oferta, negros, os bicos mais negros ainda, grandes, jovens. Tá olhando o que, filho da puta? Vaza! Chamou o moleque do café e comprou uma dose. Aceitou. Sem palavras. Depois, repetiu “vaza”. Foi cuidar de sua responsabilidade. Ia saindo um carro, entrando outro. Quando olhou, não estava mais. Benzeu-se, abriu a Bíblia, abriu em qualquer lugar e leu para se acalmar. Os seios de Dodora”.