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Bem mais que ideias

a interseccionalidade como teoria social crítica

Patricia Hill Collins

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Bem mais que ideias
  • autor: Patricia Hill Collins
  • tradução: Bruna Barros e Jess Oliveira
  • orelha: Elaini Cristina Gonzaga da Silva
  • capa: Flávia Bomfim (concepção e bordado © 2022)
edição:
1
selo:
Boitempo
páginas:
424
formato:
23cm x 16cm x 2cm
peso:
500 gr
ano de publicação:
2022
encadernação:
brochura
ISBN:
9786557171387

Após a consolidação da interseccionalidade como campo de investigação, é necessário que o conceito se torne uma teoria social crítica capaz de abordar problemas sociais contemporâneos e apontar as mudanças necessárias para solucioná-los. Em Bem mais que ideias, a socióloga Patricia Hill Collins apresenta um conjunto de ferramentas analíticas para impulsionar essa mudança.
 

Dividida em quatro partes, a obra busca fornecer ferramentas conceituais para a construção teórica da interseccionalidade, o que inclui um vocabulário básico para trazer uma gama de agentes sociais para a mesa da construção teórica e a noção do que são interseccionalidade e teoria social crítica. Em seguida, o livro diz como o poder epistêmico afeta os limites e a possibilidade da resistência intelectual. A ação social é então mostrada como aspecto importante da teorização da interseccionalidade. Por último, é abordada a relacionalidade como tema central dentro da interseccionalidade e seu compromisso com a justiça social. Algo que, na visão da autora, precisa ser construído.

Trecho

“A ênfase da interseccionalidade nos sistemas interseccionais de poder sugere que formas distintas de opressão têm todas uma rede própria, uma ‘matriz’ própria de dinâmicas interseccionais de poder. Por exemplo, as intersecções de racismo, capitalismo e sexismo nos Estados Unidos diferem das do Brasil, produzem matrizes distintas de dominação em cada um desses Estados-nação e nas relações entre eles. Ambos podem compartilhar histórias gerais de dominação, como a maneira como seu amplo envolvimento com o tráfico transatlântico de pessoas, na qualidade de colônia e de Estado-nação livre, era parte integrante de sua incorporação ao capitalismo global. No entanto, os modelos distintos que a dominação assumiu em cada um deles diferem dramaticamente; as dominações de raça, classe e gênero nos Estados Unidos e no Brasil não podem ser reduzidas uma à outra, tampouco a alguns princípios gerais de dominação sem as especificidades de suas histórias.”