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Apologia dos bárbaros

ensaios contra o império

Mike Davis

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Apologia dos bárbaros
  • ilustrador: Carlos Latuff
  • tradutor: Francisco Raul Cornejo
  • autor: Mike Davis
edição:
1
selo:
Boitempo
idioma:
Portuguese
páginas:
352
formato:
23cm x 16cm x 2cm
peso:
537 gr
ano de publicação:
2008
encadernação:
Brochura
ISBN:
9788575591055

Uma celebração da contra-narrativa dos que não pertencem à auto-proclamada 'civilização' hegemônica – Paulo Daniel Farah

O novo livro do historiador norte-americano Mike Davis, publicado pela Boitempo Editorial, tem como pano de fundo os atentados de 11 de setembro de 2001. As transformações ocorridas após a derrubada das torres do World Trade Center fundamentam a análise empreendida por Davis de aspectos das políticas interna e externa dos Estados Unidos.Mike Davis é consagrado como um crítico ferrenho do imperialismo norte-americano. Na apresentação do livro, Paulo Daniel Farah escreve: 'Apologia dos bárbaros se propõe a celebrar a contranarrativa dos que não pertencem à autoproclamada 'civilização' hegemônica (os quais, portanto, inserem-se automaticamente na categoria amorfa da barbárie)'.O discurso maniqueísta de George W. Bush, as desastrosas intervenções militares no Afeganistão e no Iraque e as arbitrariedades cometidas em nome da guerra contra o terror são alguns alvos das ácidas críticas de Davis. Mas seus disparos não atingem apenas os membros do Partido Republicano. Os democratas são criticados por apoiarem o 'Ato Patriota' e seus desdobramentos. Entre os outros objetos de estudo de Davis estão o sistema penitenciário (e as condições desumanas das prisões), a questão dos recursos hídricos, o aquecimento global e os desastres 'naturais' provocados pela devastação ambiental.A leitura de Apologia dos bárbaros torna-se indispensável para uma compreensão mais profunda de temas candentes, como a disputa eleitoral norte-americana e a crise imobiliária e financeira que os Estados Unidos enfrentam. Os 47 textos que compõem o livro foram escritos entre 2001 e 2007. São conferências e artigos (alguns publicados anteriormente em veículos de comunicação), uma entrevista concedida à revista Radical History e um capítulo de livro. A edição brasileira é ilustrada pelas charges do cartunista carioca Carlos Latuff, conhecido por seu trabalho de cunho anti-imperialista. Os desenhos de Latuff dialogam com a crítica de Davis, pois a seleção das charges privilegiou aquelas que abordassem os mesmos temas.